REVISTA ÍCARO – O FANTÁSTICO BOI DE PARINTINS

REVISTA ÍCARO – O FANTÁSTICO BOI DE PARINTINS

De manhã em diante, tudo isso aqui vai ficar um deserto só”, profetiza dona Zulca. Entretanto, numa manhã em Manaus, serve iguarias deliciosamente temperadas com jambu numa casca de coco. Dona Zulca sabe o que diz. Naquela tarde mesmo, milhares de amazonenses se comprimem nas chamadas gaiolas e desaparecem rio abaixo no horizonte morno. No dia seguinte, o êxodo continua. Muitos brincam de se ultrapassar uns aos outros, os passageiros pilotam a disputa e tentam com piadas provocar os barqueiros. As cores azul ou vermelho das bandeiras vão inspirando as provocações.

Todos os barcos destinam-se para um único destino: a ilha de Tupinambarana, na margem direita do rio Amazonas, a 120 quilômetros de Manaus, onde uma pequena cidade, Parintins, vai viver um momento mágico.

E eis que Parintins se ergue à frente das centenas de gaiolas ancoradas no cais, já preparada para a grande festa: o boi Caprichoso, todo negro e com uma vistosa estrela azul na testa, vai mais uma vez desafiar o boi Garantido, todo branco e com um coração vermelho entre os olhos.

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