O ÚNICO ACIDENTE SOFRIDO POR BERTA

O ÚNICO ACIDENTE SOFRIDO POR BERTA

No Biguá, além de Chatô, voaram autoridades de destaque, como o interventor federal Cel. Oswaldo Cordeiro de Farias e o Ministro da Aviação, Salgado Filho. Ambos se disseram encantados, emitindo os mais entusiasmados elogios. Diniz Campos, uma das figuras exponenciais na organização da VAE (foi seu secretário), nos relatou em matéria que publicamos no Boletim do Museu VARIG: “Ruben Berta voou uma vez só no Biguá, sob o comando de Ruhl. Logo na primeira curva, a menos de 100 metros de altura, o cabo do reboque quebrou. Graças à experiência do piloto, o planador passou entre uma árvore e uma casa, descendo numa faixa de terreno baldio. Antes que Ruhl falasse alguma coisa, Berta disparou, bem ao seu estilo: ‘Onde diabos é que vocês foram arrumar um cabo tão vagabundo?’ E nunca mais voou de planador. Este foi o único acidente aéreo sofrido por Berta em seus milhares de horas voadas.

O Gaivota, por sua vez, que foi montado em exposição no Museu da VARIG, chegou a bater recordes de altitude. Realizou demonstrações de voo na Parada da Mocidade e nas comemorações do Dia do Aviador, conquistando a plateia pela sua perícia. Esse planador foi construído em 1938 na VAE, servindo como instrumento de formação de inúmeros pilotos, que mais tarde chegaram a tripular os modernos jatos comerciais da VARIG.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *