O BRASIL AGRADECE





Ambos viveram e morreram abraçados na obra que construíram e garantiam uma posição de afeto provada os momentos mais difíceis da história. Fui testemunha ocular da história recebendo de Mayer grande parte de confissões sacramentada onde a amizade e a inteligência superava qualquer dificuldade.


Um convite irrecusável pode ser recusado?
O presidente da Varig, encantado com a nossa atuação em Porto Alegre, acabara de fazer, pessoalmente, um convite para muitos irrecusável – E dai?
Normalmente, as grandes decisões na minha vida foram respaldadas entre a razão e o coração, formando o alicerce da minha construção familiar. Harry Schuetz, então presidente da Varig, me telefonou num domingo, fazendo uma revelação. A Superintendência da Propaganda da Varig, no Rio de Janeiro, estava vaga e a ligação tinha alguma coisa a ver com isso. O lugar era meu e mandou preparar as malas pois a resposta exigia pressa.

Dois dias antes, Schuetz estivera em Porto Alegre, participando de uma coletiva para a imprensa em pleno Salgado Filho, atendendo minha solicitação. Na época, quase todos os grandes jornais do país mantinham sucursal em Porto Alegre, considerada atrativo polo gerador de notícias. Assim, não foi difícil reunir a nata do jornalismo brasileiro, além dos locais, incluindo rádio e televisão. Foi uma recepção digna de um estadista. O evento repercutiu ainda no exterior, pois serviu para revelar o nome de Helio Smidt como futuro presidente da companhia.
Mais tarde, fiquei sabendo que o meu portfólio vinha sendo acompanhado pela diretoria, o que já me valera a escolha para membro do Colégio Deliberante da Fundação Ruben Berta, honraria reservada a 300 colegas, num universo de 22 mil. Além disso a criação do Museu Varig era uma obra admirada por todos, servindo para sedimentar o meu prestígio.
Do outro lado da linha respirei fundo, surpreso com a situação determinando uma posição imediata. Ponderei uma série de circunstâncias particulares e da empresa que fragilizariam minha saída de Porto Alegre. Era um momento que exigia minha presença junto a família, com a Geny recém perdendo o irmão, ainda moço, com os pais abalados e trazidos para morar conosco. A dificuldade de uma transferência, considerando ainda o estudo dos filhos e uma vida nova num ambiente que exigiria algum tempo para adaptação, levava para uma séria reflexão, e a diretoria não podia esperar.
Uma frase foi fundamental para encerrar o assunto repliquei-Minha prioridade maior é a FAMÍLIA, em seguida vem a VARIG. Na ocasião coloquei meu cargo à disposição (porque NÃO absoluto soava como insubordinação). Harry Schuetz catou minha decisão e tornou-se um dos meus verdadeiros amigos. Logo após sua morte, recebi da esposa Walda e dos filhos o material que ele zelosamente guardara, sobre sua vida na Varig, que veio juntar-se aos de figuras imortais, como Otto Meyer, Ruben Berta e Erik de Carvalho, num Panteon criado no Museu Varig dedicado a enaltecer figuras memoráveis que engrandeceram a história da aviação comercial brasileira

Helio Smidt foi eleito nos anos 80 e com ele Ivam Siqueira atuando na Superintendência de Propaganda Varig.e com ela nascendo a Expressão Brasilira abrindo a Varig para o mercado publicitário Foi uma época de grande avanço no setor, que vai receber de nós uma grande cobertura