VARIG A PÃO E ÁGUA
A Varig não atendeu pedido de Zé Dirceu em 2002. Em 2006, passou a viver de pão e água como o todo poderoso presidente do PT profetizara. (ISTO É).
Ozires Silva dirigia a companhia gaúcha em tempo de crise e qualquer ajuda política teria que ser referendada pelo Conselho e não alcançaria receptividade dos seus pares.
Ozires viera da EMBRAER, onde tivera uma carreira elogiável; mas faltava a ele a jinga para dançar a música e vestir botas num verdadeiro baile de cobras. Berta tinha um jeito próprio de tratar estas questões. É verdade que os tempos eram outros, embora a política fosse seguida por gente preparada para grandes batalhas verbais e estratégicas, que só um homem com o perfil de Berta poderia acompanhar.
Mas tudo começou por obra do destino, com a morte prematura de Tancredo Neves, democraticamente eleito cedendo espaço para José Sarney, seu vice-presidente. As peças começavam a serem expostas no grande tabuleiro de xadrez da política nacional, envolvendo todos os ex-presidentes pós regime militar numa trama que congregaria desde Sarney, passando por Collor de Melo, chegando em Fernando Henrique e terminando com Lula e Dilma, num acerto coletivo onde as peças se comunicavam em cada lance,

Era uma época em que o prestígio da Varig tinha ligação direta com o sucesso do Governo Militar e seu protagonismo incomodava precisando ser extirpado a qualquer custo, O lance mortal, obra de Sarney em 1986, através da Defasagem Tarifaria, com o congelamento das tarifas aéreas por cinco anos, dívida nunca paga pela União mesmo sacramentada em juízo favorável a Varig, até hoje não resolvida. Em seguida, a Política de Flexibilidade do Transporte Aéreo Brasileiro imposta por Collor viria a dar início a um ciclo nefasto, que levaria a Varig ao extermínio.
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