RELÍQUIA HISTÓRICA NO VOO INAUGURAL PARA NOVA YORK

RELÍQUIA HISTÓRICA NO VOO INAUGURAL PARA NOVA YORK

Quando recebeu de Getúlio Vargas, em 1953, a concessão para a linha de Nova York, grande aspiração de Berta, teve inicio uma série de ações concretas capaz de transformar a pequena Varig numa companhia de porte internacional. Afinal, enfrentar uma gigante  como a Panam, era um desafio capaz de desanimar, palavra que não existia no vocabulário daquele que viria a tornar-se o maior líder da aviação comercial brasileira de todos os tempos.

Berta pensava grande e previa o futuro. Ele sempre acompanhou de perto a evolução  da tecnologia aeronáutica mundial nasceu daí a criação da Diretoria de Ensino, destinada a qualificar seu pessoal. Com a EVAER – ( Escola VARIG de Aeronáutica) formava os pilotos. Com a ESVAR ( Escola Senai Varig) os mecânicos. Dedicando ainda atenção especial para os comissários de bordo, então ganhando reforço com a entrada do naipe feminino

RELÍQUIA HISTÓRICA

Uma tradição seguida à risca beneficiou Otto Meyer, no primeiro voo para Nova York, com o Super Constellation PP- VDA. em 1955. Quando a aeronave cruzava a linha de passagem do Equador os membros da tripulação ofereciam aos passageiros (como se tornaria praxe) o Certificado de Batismo – rito equivalente quando da primeira travessia que alguém faz no  Círculo Polar Ártico.

O documento original, verdadeira relíquia histórica, foi descoberto no arquivo pessoal de Meyer liberado pela família quando da preparação do livro Berta Os Anos Dourados da Varig. Representava um momento de atenção e congraçamento premeditado para assinalar o evento com uma lembrança eterna de um momento mágico, especialmente para quem,  pela primeira vez, participava de um voo internacional pelas asas da Varig

Na época, Otto Meyer já era membro do Conselho Administrativo da Varig, desde 1948, quando retornou aos quadros da empresa, após o término do conflito mundial. Posteriormente, dez anos depois, foi guindado a presidência deste mesmo Conselho, função que ocupou até sua morte, em 1966, ano em que também Ruben Berta veio a falecer.

A grande dúvida reside no fato de Meyer, o grande idealizador e fundador da Varig, jamais ter postulado o cargo de presidente da companhia como normalmente deveria reivindicar. Àqueles que leram o livro encontraram a resposta, até agora aceita sem restrições, mas que poderá ser contestada quando debatermos o assunto pelo nosso Blog ( ou quando decidir ter  esta obra premiada – já esgotada nas livrarias em 2ª edição, nas próprias mãos).

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Textos novos no blog todas as 2ª/ 4ª/ 6ª-feiras. Durante a semana poderá ter intervenção do Variguinho/Tucaninho com Pitacos na 3ª/5ª-feira.
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