Desastre com o hidroavião “Santos Dumont”
Como os grandes acidentes da Condor Syndicado usando os hidroaviões no Brasil, refletiram na Varig e na credibilidade do voo
Em apenas quatro anos (1928/1931) os hidroaviões da Condor sofreram uma sequência de graves acidentes, marcando a época do pioneirismo da aviação comercial no Brasil. Pela ligação histórica com a congênere alemã, a Varig, e a própria aviação comercial, que dava seus primeiros passos, perdia credibilidade. A recém nascida empresa gaúcha passou a divulgar a exaustiva e criativa campanha, para derrubar mitos e apreensões contra o medo de voar.
*No período de Otto Meyer com os hidroaviões Atlântico/Gaúcho e aviões terrestres (1927 até 1941) a Varig passou incólume, sem nenhum acidente fatal transportando passageiros.
Desastre com o hidroavião “Santos Dumont” inaugural doloroso ciclo que marcou a presença da Condor no Brasil
Considerado o primeiro maior acidente aéreo da aviação brasileira o hidroavião da Condor, precipitou-se na Baia de Guanabara (03/12/1928) após arriscadas evoluções, num voo em homenagem a Santos Dumont, que assistia ao evento a bordo do navio Arcona. Santos Dumont voltava de Paris, após seis anos, e seria recepcionado por intelectuais amigos, a partir de um avião que levava seu nome, de onde seria lançadas flores e objetos, incluindo uma carta de boas vindas. Outro hidroavião da Condor, o “Guanabara” veio juntar-se as comemorações, criando uma rota de colisão, evitada, mas que causou a tragédia. Pereceram 14 vítimas – cinco tripulantes e nove passageiros.
Tomado de profunda depressão, Santos Dumont cometeu suicídio, três anos depois.
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